Estratégias de Trade Marketing: 7 ações e como executá-las no PDV

Publicado por Deskfy

Estratégias de Trade Marketing envolvem sempre duas decisões. A primeira é comercial: onde a marca precisa agir e qual comportamento pretende mudar.

A segunda é operacional: como fazer essa decisão chegar corretamente ao PDV.

É nessa segunda parte que campanhas bem planejadas podem perder força. O material chega atrasado, algumas lojas recebem a versão errada, uma regional precisa de adaptação, o lançamento começa em momentos diferentes e, no final, a central sabe quanto vendeu, mas não necessariamente como a campanha foi executada.

Uma pesquisa da McKinsey com mais de 100 líderes de empresas de bens de consumo mostrou que apenas 47% consideram dominar a execução em loja.

Por isso, pensar em estratégias de Trade Marketing exige olhar para os dois lados: escolher a ação certa e criar as condições para ela acontecer na ponta.

O que são estratégias de Trade Marketing?

Estratégias de Trade Marketing são ações planejadas para melhorar presença, disponibilidade, exposição e desempenho dos produtos nos canais de venda.

Na prática, elas precisam equilibrar três interesses:

  • a marca quer aumentar vendas e participação;
  • o varejista precisa rentabilizar categoria e espaço;
  • o shopper precisa encontrar motivos para escolher aquele produto.

Promoção é apenas uma das possibilidades.

Merchandising, sampling, gestão de categoria, disponibilidade, ativações, incentivo aos canais e segmentação dos PDVs também fazem parte do repertório.

A escolha depende do problema.

Se o produto está disponível, mas pouco visível, exposição pode ser o gargalo. Se uma nova linha ainda enfrenta resistência, experimentação pode ajudar. Se existe demanda, mas o item está frequentemente em ruptura, uma promoção dificilmente resolverá a causa.

Também vale separar calendário promocional de estratégia.

Páscoa, Dia das Mães e Black Friday definem momentos. A estratégia define o que a marca pretende mudar, onde vale investir e quais condições precisam existir para isso funcionar.

Esse diagnóstico pode considerar sell-out, margem, disponibilidade, sortimento, perfil do shopper, região, concorrência e potencial de cada PDV.

Depois vem outra pergunta: como transformar essa decisão em execução?

Quanto maior a rede, mais relevantes ficam campanhas, materiais, grupos de lojas, comunicação, responsáveis e prazos.

Como escolher as melhores estratégias de Trade Marketing?

Não existe uma ação ideal para toda a rede.

Uma loja com alto fluxo e pouca exposição enfrenta um problema diferente de um PDV com boa visibilidade e baixo giro. Região, canal, categoria e comportamento do shopper também mudam a decisão.

Por isso, o ponto de partida pode ser organizado em três perguntas: qual é o problema, qual estratégia responde melhor a ele e o que precisa acontecer na ponta?

ProblemaEstratégia possívelO que precisa acontecer no PDV
Baixa visibilidademerchandising e ponto extramaterial correto nos PDVs definidos
Baixa experimentaçãosampling ou degustaçãopúblico, período e responsáveis alinhados
Baixo giropromoção comercialoferta e peças corretas por canal
Rupturadisponibilidade e execuçãoproduto disponível durante a ação
Lançamentoativaçãocampanha e materiais chegando à rede
Baixa adesãoincentivo e comunicaçãoponta orientada e engajada
Performance desigualsegmentaçãoações diferentes para grupos diferentes

A terceira coluna é tão importante quanto a segunda.

Uma boa ideia que não chega ao PDV do jeito planejado continua sendo uma execução ruim.

7 estratégias de Trade Marketing e quando usar

1. Merchandising e ponto extra

Quando o produto tem preço, disponibilidade e proposta adequados, mas passa despercebido, exposição pode ser o principal problema.

Displays, ilhas, ponta de gôndola e cross-merchandising ajudam a disputar atenção.

Em redes maiores, o planejamento precisa ir além da criação da peça. É necessário definir quais lojas participam, qual material cada grupo recebe e como a aplicação será acompanhada.

2. Sampling e degustação

Sampling faz sentido quando experimentar reduz uma barreira de compra.

É comum em alimentos, bebidas e cosméticos, mas a lógica vale para qualquer categoria em que demonstração ajude na decisão.

A ação precisa ter público, período, lojas e responsáveis definidos. O volume de amostras distribuídas diz pouco sozinho. Sempre que possível, vale relacionar experimentação a conversão ou venda incremental.

3. Promoções comerciais

Promoções são frequentes porque preço gera uma resposta rápida. O risco está em usar desconto sem saber qual comportamento se pretende estimular.

A ação pode buscar mais experimentação, giro, redução de estoque, participação ou ticket.

Depois da definição comercial, oferta, período e comunicação precisam chegar corretamente aos PDVs participantes. Uma promoção regional, por exemplo, não deveria ser distribuída para toda a rede.

4. Disponibilidade e combate à ruptura

Não existe campanha capaz de vender um produto que não está disponível.

Ruptura depende de estoque, abastecimento, previsão e reposição, frentes que exigem processos e sistemas próprios.

Para Trade Marketing, o ponto importante é não analisar o resultado de uma ação sem considerar se as lojas tinham condições reais de vender.

Às vezes, o problema não está na campanha.

5. Ativação de lançamentos

Lançamentos exigem coordenação porque a estratégia precisa chegar a vários pontos ao mesmo tempo.

A central define quais PDVs participam, quais materiais cada grupo recebe, quais argumentos precisam estar disponíveis e o que pode variar entre os canais.

Em uma rede grande, disponibilizar uma pasta com todos os arquivos não resolve esse processo. Cada ponto precisa encontrar aquilo que realmente deve utilizar.

6. Incentivo e comunicação com os canais

Nem sempre a barreira está no shopper. Uma campanha também pode perder força porque quem precisa executá-la não entende sua prioridade.

Promotores, distribuidores, vendedores e unidades recebem várias demandas ao mesmo tempo.

A orientação precisa deixar claro o que deve ser feito, quando, quais materiais serão usados e onde encontrá-los.

Incentivo ajuda a mobilizar. Comunicação organizada ajuda a executar.

7. Segmentação de PDVs

Uma estratégia nacional não precisa ter exatamente a mesma execução em todas as lojas.

Os PDVs podem ser agrupados por potencial, região, formato, categoria, perfil do shopper ou desempenho histórico.

Isso permite variar campanhas, materiais ou intensidade da ação.

O cuidado está em não transformar segmentação em trabalho manual para a central. Quanto mais grupos existem, mais importante fica trabalhar com campanhas base, variações previstas e distribuição direcionada.

Da estratégia à execução: onde o Trade Marketing perde eficiência

A central define uma boa estratégia. Depois começam as exceções.

Uma regional precisa de outra versão. O distribuidor não encontrou a campanha. Algumas lojas receberam o material errado. Uma unidade começou depois da data. Quando chega o momento de analisar o resultado, reconstruir o que realmente aconteceu exige procurar informações em vários lugares.

Esse é o espaço entre planejamento e execução que precisa ser gerenciado.

Um fluxo simples ajuda a visualizar:

Estratégia → Campanha → Materiais → Segmentação → Distribuição → Execução → Dados

Em uma operação pequena, planilhas, pastas e mensagens podem sustentar boa parte desse processo.

Quando entram centenas de PDVs, campanhas simultâneas e diferentes públicos, a coordenação fica mais difícil.

É nesse ponto que a Deskfy atua.

A plataforma organiza a camada de operação entre a central de marketing e a rede, centralizando campanhas e materiais, permitindo comunicação segmentada, templates padronizados, personalização controlada e acompanhamento da adoção dos conteúdos.

Isso não substitui ERP, sistema de estoque, BI comercial, gestão dos promotores ou negociação com varejistas. Essas ferramentas cuidam de outras partes do Trade Marketing.

A função da Deskfy está justamente em reduzir a distância entre a estratégia aprovada pela central e aquilo que a ponta recebe para executar.

No case da Tramontina, por exemplo, a operação precisava conectar cerca de 230 promotores a aproximadamente 2 mil PDVs. A reorganização do processo reduziu de forma significativa o tempo necessário para adaptar e disponibilizar materiais para a equipe.

O ganho mais importante não é apenas velocidade.

É conseguir trabalhar com uma rede grande sem transformar cada campanha em uma sequência de pedidos individuais.

Esse é também o território da gestão de Trade Marketing: criar processos para que a decisão estratégica consiga chegar à ponta com menos ruído e mais controle.

estratégias de trade marketing

Como medir os resultados das estratégias de Trade Marketing?

Sell-out é um indicador importante, mas não explica sozinho por que uma estratégia funcionou ou não.

Imagine uma campanha que terminou abaixo da meta.

A oferta pode ter sido ruim. O produto pode ter ficado indisponível. Parte dos PDVs pode não ter executado a ação. Ou diferentes regiões podem ter recebido condições muito distintas.

Por isso, resultado e execução precisam ser analisados juntos.

DimensãoO que acompanharO que ajuda a entender
Comercialsell-out, venda incremental, margem, giro, participaçãose a ação gerou resultado
Condição do PDVruptura, preço, disponibilidade, exposiçãose existiam condições para vender
Execuçãoadesão, PDVs participantes, materiais utilizados, prazose a estratégia realmente aconteceu

Esse cruzamento muda a qualidade da análise.

Se a promoção funcionou nas lojas que executaram corretamente e teve desempenho ruim onde a adesão foi baixa, talvez o primeiro ajuste não esteja na oferta.

Pode estar na distribuição ou no processo.

O inverso também vale. Se produto, adesão e execução estavam adequados e mesmo assim o resultado comercial foi fraco, existe um argumento mais forte para rever a estratégia.

Essa leitura evita decisões baseadas apenas na média da rede.

Uma campanha pode ter 80% de adesão e parecer bem executada. Mas o diagnóstico muda se os 20% restantes concentrarem justamente os PDVs de maior potencial.

Para a liderança, o relatório precisa ajudar a responder:

  • onde a ação foi executada;
  • quais grupos tiveram maior adesão;
  • quais materiais foram utilizados;
  • onde houve atraso ou ruído;
  • quais PDVs responderam melhor;
  • como execução e resultado se relacionam.

Quando essas informações retornam para o planejamento, Trade Marketing passa a acumular aprendizado.

A equipe deixa de saber apenas qual campanha vendeu mais e começa a entender qual estratégia funciona melhor em cada contexto e quais condições precisam existir para que ela dê resultado.

É aí que processo deixa de ser apenas uma preocupação operacional e passa a melhorar a próxima decisão.

e-book de trade marketing da Deskfy